"I got lost out there in this world
Looking for a brand new way to fall down
It's no surprise that things gotten worse
And I think God never let me drown
I didn't have to lie to myself for so long
I didn't have to let myself get so far gone
I didn't have to make the ones I love feel so alone
I didn't have to die to go to heaven - I just had to go home
While I was having the time of my life
I think my soul died a little every day
I always called to say I'm sorry
You said it's okay
But you should be through it all - you never walked away
But I didn't have to lie to myself for so long
I didn't have to let myself get so far gone
I didn't have to make the ones I love feel so alone
I didn't have to die to go to heaven - I just had to go home
Into the arms of my angel
Into the peace I left behind
All I had to do to save my own life
Was to look into your eyes"
O sol tem estado radiante dizem eles... Não sei. Não faço ideia. Não o tenho deixado entrar.
Como encaro o sol se não quero ver o céu negro que me persegue?! Não, não vejo o sol, limito-me a imaginar como seria se o mesmo se despisse da escuridão com que se apresenta aos meus olhos.
Poderia, assim como grande parte das pessoas, fazer a ligação entre céu e paraíso. Se assim for a minha incapacidade de acreditar no paraíso relaciona-se com o facto de o meu céu não ser mais aquele que desenhava em pequenina.
Agora que penso nisso uma nostalgia invade-me. Recordo-me de os meus desenhos serem o espelho da simplicidade e inocência de um olhar de uma criança sobre o mundo. Não resisto à descrição dos mesmos.
Céu azul, nuvens brancas e gordinhas, várias andorinhas, uma casa com um telhado vermelho triangular cuja chaminé deitava fundo, umas arvores redondinhas e verdes e por fim o mais importante, uma familia sempre com um sorriso no rosto... Eu, a minha mãe e o meu irmão. Por momentos sorri, ao recordar-me destes momentos que se haviam perdido no esquecimento.
Os anos passam e se tivesse que desenhar o que tenho neste momento, deixaria a folha em branco porque não posso e não quero denegrir as minhas memorias do passado, limpas e puras, com a desilusão do presente.
Escrevo com a perfeita noção que por vezes, muitas vezes, perco-me a divagar e acabo por não ter as respostas que procuro e apenas aumentar a quantidade infindável de perguntas que me perseguem.
No interior desta rapariga fraca que vos escreve, ainda resta alguma, porém pouca, esperança de ver o céu com a vivacidade que o mesmo deve ter e sorrir porque o mesmo está apenas à distância de um olhar...
Aos olhos de quem nos ama e quer ver o céu a nosso lado, revela-se num olhar o que se fecha no coração...
ps. O meu olhar mostrava o que eu não queria aceitar.
Butterfly without wings
"A escrita é a pintura da voz." Nada descreveria melhor a minha relação com as palavras. Por isso irei gastar toda a minha tinta até que a voz me doa..
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Escolhas
Onde anda o sono? Talvez perdido no meio deste labirinto de pensamentos que me consome e me perturba!
Penso em escolhas que fiz e nas que ainda pretendo fazer. Nas escolhas certas, nas escolhas erradas...
Pretendo não será a palavra correcta uma vez que nunca gostei de tomar decisões. Se eu escolher a peça de roupa branca quem me garante que não será a preta que me irá fazer feliz? Ninguém. Pois ninguém tem o dom de prever o futuro e descortinar o poder de uma escolha.
A incerteza de uma escolha tranforma-se na ansiedade de uma decisão adiada..
Uma amiga hoje disse-me que há uns anos atrás me "viu". Eu já nem me recordava desse momento. Foi um momento de escolhas. Uma conversa reveladora que ficou marcada na sua memória. Tens-me ajudado muito. A pergunta dos 70 anos talvez tenha sido decisiva.
"De um e outro lado do que sou,
da luz e da obscuridade,
do ouro e do pó,
ouço pedirem-me que escolha;
e deixe para trás a inquietação,
a dor,
um peso de não sei que ansiedade.
Mas levo comigo tudo
o que recuso. Sinto
colar-se-me às costas
um resto de noite;
e não sei voltar-me
para a frente, onde
amanhece."
E esta é a verdade...
Na vida escolhemos quem fica e vai... Os sentimentos que ficam e os que se perdem no tempo... Aceitar ou negar... Lutar ou desistir...
Temos a liberdade de escolher e a obrigação de encarar as inevitáveis consequências... E desta forma crecer!
Penso em escolhas que fiz e nas que ainda pretendo fazer. Nas escolhas certas, nas escolhas erradas...
Pretendo não será a palavra correcta uma vez que nunca gostei de tomar decisões. Se eu escolher a peça de roupa branca quem me garante que não será a preta que me irá fazer feliz? Ninguém. Pois ninguém tem o dom de prever o futuro e descortinar o poder de uma escolha.
A incerteza de uma escolha tranforma-se na ansiedade de uma decisão adiada..
Uma amiga hoje disse-me que há uns anos atrás me "viu". Eu já nem me recordava desse momento. Foi um momento de escolhas. Uma conversa reveladora que ficou marcada na sua memória. Tens-me ajudado muito. A pergunta dos 70 anos talvez tenha sido decisiva.
"De um e outro lado do que sou,
da luz e da obscuridade,
do ouro e do pó,
ouço pedirem-me que escolha;
e deixe para trás a inquietação,
a dor,
um peso de não sei que ansiedade.
Mas levo comigo tudo
o que recuso. Sinto
colar-se-me às costas
um resto de noite;
e não sei voltar-me
para a frente, onde
amanhece."
E esta é a verdade...
Na vida escolhemos quem fica e vai... Os sentimentos que ficam e os que se perdem no tempo... Aceitar ou negar... Lutar ou desistir...
Temos a liberdade de escolher e a obrigação de encarar as inevitáveis consequências... E desta forma crecer!
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Primavera
"Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci
Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti
E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei o paraíso assim
Algo me diz que há mais amor aqui
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só
Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz...
Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...
Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só"
Esta é unica vez em que decidi colocar um poema de amor no meu "confessionário". Prefiro não falar de amor. Prefiro não falar do que não conheço totalmente.
Mas instintivamente ao ouvir esta musica, e sobretudo esta letra, todos os sentimentos afloram descontroladamente e sou envolvida numa confusão sensorial indiscritível.
Fico por aqui hoje. Sinto que não completei o meu discurso mas incompleta é como me sinto sem a "minha pessoa"...
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci
Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti
E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei o paraíso assim
Algo me diz que há mais amor aqui
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só
Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz...
Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...
Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só"
Esta é unica vez em que decidi colocar um poema de amor no meu "confessionário". Prefiro não falar de amor. Prefiro não falar do que não conheço totalmente.
Mas instintivamente ao ouvir esta musica, e sobretudo esta letra, todos os sentimentos afloram descontroladamente e sou envolvida numa confusão sensorial indiscritível.
Fico por aqui hoje. Sinto que não completei o meu discurso mas incompleta é como me sinto sem a "minha pessoa"...
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Sofro
"Onde é que dói na minha vida,
para que eu me sinta tão mal?
quem foi que me deixou ferida
de ferimento tão mortal?
Eu parei diante da paisagem:
e levava uma flor na mão.
Eu parei diante da paisagem
procurando um nome de imagem
para dar à minha canção.
Nunca existiu sonho tão puro
como o da minha timidez.
Nunca existiu sonho tão puro,
nem também destino tão duro
como o que para mim se fez.
Estou caída num vale aberto,
entre serras que não têm fim.
Estou caída num vale aberto:
nunca ninguém passará perto,
nem terá notícias de mim.
Eu sinto que não tarda a morte,
e só há por mim esta flor;
eu sinto que não tarda a morte
e não sei como é que suporte
tanta solidão sem pavor.
E sofro mais ouvindo um rio
que ao longe canta pelo chão,
que deve ser límpido e frio,
mas sem dó nem recordação,
como a voz cujo murmúrio
morrerá com o meu coração..."
Cecília Meireles, in 'Viagem'
Em silêncio sofro e assim continuarei, por isso procuro nas palavras de uma poetisa um sentimento partilhado e no fundo um pouco de compreensão...
para que eu me sinta tão mal?
quem foi que me deixou ferida
de ferimento tão mortal?
Eu parei diante da paisagem:
e levava uma flor na mão.
Eu parei diante da paisagem
procurando um nome de imagem
para dar à minha canção.
Nunca existiu sonho tão puro
como o da minha timidez.
Nunca existiu sonho tão puro,
nem também destino tão duro
como o que para mim se fez.
Estou caída num vale aberto,
entre serras que não têm fim.
Estou caída num vale aberto:
nunca ninguém passará perto,
nem terá notícias de mim.
Eu sinto que não tarda a morte,
e só há por mim esta flor;
eu sinto que não tarda a morte
e não sei como é que suporte
tanta solidão sem pavor.
E sofro mais ouvindo um rio
que ao longe canta pelo chão,
que deve ser límpido e frio,
mas sem dó nem recordação,
como a voz cujo murmúrio
morrerá com o meu coração..."
Cecília Meireles, in 'Viagem'
Em silêncio sofro e assim continuarei, por isso procuro nas palavras de uma poetisa um sentimento partilhado e no fundo um pouco de compreensão...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Caminhos
Ultimo dia do mês.
Os dias passam e nada muda. Alias muito muda mas nada para melhor...
Mais me fecho, mais medo tenho, mais me apercebo que sou diferente. Mas na verdade somos todos.
Não acredito quando dizem que não há pessoas melhores umas que as outras. Há sim!
Existem pessoas sem o mínimo caracter, a minima consideração, a minima etica, a minima coragem, a minima vida dentro delas.
Viver tem que ser em sociedade, senão para que serviriam as palavras, os gestos, os olhares. Para comunicar, transmitir sentimentos, transmitir que queremos ligar-nos a alguem.
Tento não me isolar. Não me quero inserir neste grupo de solitários. Mas sei que sou solitária à minha maneira. Culpa minha, eu sei...
Existem no entanto pessoas boas. Tenho a sorte de conhecer algumas.
Uma és tu. O meu maior seguidor. O meu melhor amigo. Aquele que lê o meu silêncio e vê por detras da máscara.
Duas amigas novas e um amigo que me têm ensinado tanto na vida... Que me mostram que é possível superar adversidades e ver que o sol continua lá. Somente ainda não consigo ver por entre as nuvens.
Uma amiga que me continua a procurar apesar de tantas vezes eu nem sequer retribuir a sua atenção.
Uma família que no meio de mais ou menos atenção sei que apenas quer a minha felicidade e nada mais. Cada um à sua maneira. Com mais ou menos palavras. Com mais ou menos compreensão. Mas com amor.
Questiono-me como me posso sentir sozinha no meio de tantas pessoas que procuram preencher o vazio que se instalou no meu interior. Não sei a resposta. Sei que efectivamente muitas vezes me sinto abandonada. E sei que essa sensação não se irá desvanecer enquanto não me encontrar a mim mesma.
Quero-me encontrar. Quero ver-me de verdade. Tou cansada de caminhar no vazio. Caminho sem parar e no entanto não consigo sair do mesmo sitio. Não é possível! Não pode ser assim!
Porque não consigo avançar? Será que algures na minha vida escolhi erradamente o percurso e agora estou perdida num labirinto? Será que vou encontrar a saida? Será que vou ter respostas a todas estas perguntas?
Gosto de respostas, no entanto a minha vida encontra-se repleta de perguntas... Dizem que só através das perguntas evoluimos por isso espero um dia alcançar as respostas e conquistar um pouco de felicidade.
Não peço o mundo, peço um sorriso... Não peço o impossível, peço o alcançável... Não peço mais perguntas, peço respostas... Não peço uma continuação na caminhada, peço um final!
Os dias passam e nada muda. Alias muito muda mas nada para melhor...
Mais me fecho, mais medo tenho, mais me apercebo que sou diferente. Mas na verdade somos todos.
Não acredito quando dizem que não há pessoas melhores umas que as outras. Há sim!
Existem pessoas sem o mínimo caracter, a minima consideração, a minima etica, a minima coragem, a minima vida dentro delas.
Viver tem que ser em sociedade, senão para que serviriam as palavras, os gestos, os olhares. Para comunicar, transmitir sentimentos, transmitir que queremos ligar-nos a alguem.
Tento não me isolar. Não me quero inserir neste grupo de solitários. Mas sei que sou solitária à minha maneira. Culpa minha, eu sei...
Existem no entanto pessoas boas. Tenho a sorte de conhecer algumas.
Uma és tu. O meu maior seguidor. O meu melhor amigo. Aquele que lê o meu silêncio e vê por detras da máscara.
Duas amigas novas e um amigo que me têm ensinado tanto na vida... Que me mostram que é possível superar adversidades e ver que o sol continua lá. Somente ainda não consigo ver por entre as nuvens.
Uma amiga que me continua a procurar apesar de tantas vezes eu nem sequer retribuir a sua atenção.
Uma família que no meio de mais ou menos atenção sei que apenas quer a minha felicidade e nada mais. Cada um à sua maneira. Com mais ou menos palavras. Com mais ou menos compreensão. Mas com amor.
Questiono-me como me posso sentir sozinha no meio de tantas pessoas que procuram preencher o vazio que se instalou no meu interior. Não sei a resposta. Sei que efectivamente muitas vezes me sinto abandonada. E sei que essa sensação não se irá desvanecer enquanto não me encontrar a mim mesma.
Quero-me encontrar. Quero ver-me de verdade. Tou cansada de caminhar no vazio. Caminho sem parar e no entanto não consigo sair do mesmo sitio. Não é possível! Não pode ser assim!
Porque não consigo avançar? Será que algures na minha vida escolhi erradamente o percurso e agora estou perdida num labirinto? Será que vou encontrar a saida? Será que vou ter respostas a todas estas perguntas?
Gosto de respostas, no entanto a minha vida encontra-se repleta de perguntas... Dizem que só através das perguntas evoluimos por isso espero um dia alcançar as respostas e conquistar um pouco de felicidade.
Não peço o mundo, peço um sorriso... Não peço o impossível, peço o alcançável... Não peço mais perguntas, peço respostas... Não peço uma continuação na caminhada, peço um final!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Eu
"I guess I just got lost
Being someone else.
I tried to kill the pain,
But nothing ever helped.
I left myself behind,
Somewhere along the way
Hoping to come back around
To find myself someday..."
Parte da letra de uma música que me marcou e que continua a ter significado na minha vida ano após ano.
Recordo-me como se fosse hoje dos momentos em que esta letra me ajudou a superar certas adversidades e a ter coragem de me encarar no espelho. Via-me ao espelho com os olhos carregados de lágrimas, porque a imagem que estava perante mim não era simplesmente a que idealizava. No entanto, tinha que ser forte e tentar aceitar-me. Não era o espelho que se partia em pedaços com a minha imagem, era eu. Não me via na realidade. Possivelmente ainda não vejo.
O que era? O que sou? O que serei?
Um ser humano, e como tal pleno de características individuais que me definem enquanto unico e dificilmente replicável no seu todo (daqui a uns anos não sei se será assim).
Penso que é assim que deveremos ser. Dificilmente replicávis. Somos unicos. Somos diferentes. Somos complexos. Mas não imutáveis...
Por vezes perdemo-nos no caminho querendo ser o que não somos, imitando modelos sociais que julgamos serem correctos, mas que podem simplesmente não se ajustar às nossas especificidades. E transformamo-nos, sem nos darmos conta, passo a passo, em algo que no final de contas nos apercebemos que nos tira a nossa singularidade. Não devemos ser apenas mais um, devemos sim ser aquele "um" que nos distingue dos outros.
Todos nós temos necessidade de adaptação e integração e tal origina que por vezes certas caractérísticas da nossa personalidade se tenham que moldar ao grupo onde nos inserimos. No entanto, moldar, não significa que nos anulemos e que o que pensamos ou o que somos deixe de fazer sentido.
Se é assim que quero ser, é assim que serei! Sem julgamentos. Quem te julga não te aceita.
Os anos passam e todos mudamos... Mais frios ou mais quentes, mais próximos ou mais distantes, mais receosos ou mais aventureiros, mais humanos ou menos humanos... Mas há quem veja para lá do que mostramos e veja no fundo dos nossos olhos a pessoa que somos e não a pessoa que mostramos.
Cada dia uma nova lição, cada dia uma mudança, um novo comportamento, uma nova descoberta do que sou...
Neste momento posso dizer que "jogo à defesa". Não deixo qualquer um entrar no meu cérebro e provocar sentimentos sem sentido. Não utilizo a palavra coração porque esse não está aberto a ningúem neste momento. Está trancado a sete chaves, e não é qualquer pessoa que descobrirá a chave. E sinceramente nem quero.
A pessoa desconfiada que me tornei pode não agradar a muitos, mas é assim que serei. E se me atacarem irei reagir e não simplesmente deixar andar. Já levei pancadas demais.
Podem assumir que estes pensamentos são sinónimo de uma força que está a aumentar, eu, no entanto, assumo que são reflexo de uma borboleta que se está a fechar e a perder as cores, fechando-se no seu casulo e não deixando ninguém entrar...
Being someone else.
I tried to kill the pain,
But nothing ever helped.
I left myself behind,
Somewhere along the way
Hoping to come back around
To find myself someday..."
Parte da letra de uma música que me marcou e que continua a ter significado na minha vida ano após ano.
Recordo-me como se fosse hoje dos momentos em que esta letra me ajudou a superar certas adversidades e a ter coragem de me encarar no espelho. Via-me ao espelho com os olhos carregados de lágrimas, porque a imagem que estava perante mim não era simplesmente a que idealizava. No entanto, tinha que ser forte e tentar aceitar-me. Não era o espelho que se partia em pedaços com a minha imagem, era eu. Não me via na realidade. Possivelmente ainda não vejo.
O que era? O que sou? O que serei?
Um ser humano, e como tal pleno de características individuais que me definem enquanto unico e dificilmente replicável no seu todo (daqui a uns anos não sei se será assim).
Penso que é assim que deveremos ser. Dificilmente replicávis. Somos unicos. Somos diferentes. Somos complexos. Mas não imutáveis...
Por vezes perdemo-nos no caminho querendo ser o que não somos, imitando modelos sociais que julgamos serem correctos, mas que podem simplesmente não se ajustar às nossas especificidades. E transformamo-nos, sem nos darmos conta, passo a passo, em algo que no final de contas nos apercebemos que nos tira a nossa singularidade. Não devemos ser apenas mais um, devemos sim ser aquele "um" que nos distingue dos outros.
Todos nós temos necessidade de adaptação e integração e tal origina que por vezes certas caractérísticas da nossa personalidade se tenham que moldar ao grupo onde nos inserimos. No entanto, moldar, não significa que nos anulemos e que o que pensamos ou o que somos deixe de fazer sentido.
Se é assim que quero ser, é assim que serei! Sem julgamentos. Quem te julga não te aceita.
Os anos passam e todos mudamos... Mais frios ou mais quentes, mais próximos ou mais distantes, mais receosos ou mais aventureiros, mais humanos ou menos humanos... Mas há quem veja para lá do que mostramos e veja no fundo dos nossos olhos a pessoa que somos e não a pessoa que mostramos.
Cada dia uma nova lição, cada dia uma mudança, um novo comportamento, uma nova descoberta do que sou...
Neste momento posso dizer que "jogo à defesa". Não deixo qualquer um entrar no meu cérebro e provocar sentimentos sem sentido. Não utilizo a palavra coração porque esse não está aberto a ningúem neste momento. Está trancado a sete chaves, e não é qualquer pessoa que descobrirá a chave. E sinceramente nem quero.
A pessoa desconfiada que me tornei pode não agradar a muitos, mas é assim que serei. E se me atacarem irei reagir e não simplesmente deixar andar. Já levei pancadas demais.
Podem assumir que estes pensamentos são sinónimo de uma força que está a aumentar, eu, no entanto, assumo que são reflexo de uma borboleta que se está a fechar e a perder as cores, fechando-se no seu casulo e não deixando ninguém entrar...
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Quase...
Já passam das 2 horas da manhã...
Mais uma vez as horas passam, o cansaço invade-me, porém o sono encontra-se distante.
Penso em escrever e no entanto sei quais os sentimentos que me invadem ao fazê-lo... Não resisto e começo a escrever.
Hoje, no entanto, as palavras não querem sair. Por isso vou deixar que falem por mim, uma vez mais na minha vida...
"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono."
Odeio a desilusão de um quase.
Odeio saber que neste momentos a minha vida é um aglomerar de "quase" e um vazio de efectividades.
Odeio saber que fui eu que me deixei levar, destrui as minhas convicções e me acomodei ao quase, deixando que se transformasse em nunca...
Mais uma vez as horas passam, o cansaço invade-me, porém o sono encontra-se distante.
Penso em escrever e no entanto sei quais os sentimentos que me invadem ao fazê-lo... Não resisto e começo a escrever.
Hoje, no entanto, as palavras não querem sair. Por isso vou deixar que falem por mim, uma vez mais na minha vida...
"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono."
Odeio a desilusão de um quase.
Odeio saber que neste momentos a minha vida é um aglomerar de "quase" e um vazio de efectividades.
Odeio saber que fui eu que me deixei levar, destrui as minhas convicções e me acomodei ao quase, deixando que se transformasse em nunca...
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