quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Céu

"I got lost out there in this world
Looking for a brand new way to fall down
It's no surprise that things gotten worse
And I think God never let me drown

I didn't have to lie to myself for so long
I didn't have to let myself get so far gone
I didn't have to make the ones I love feel so alone
I didn't have to die to go to heaven - I just had to go home

While I was having the time of my life
I think my soul died a little every day
I always called to say I'm sorry
You said it's okay
But you should be through it all - you never walked away

But I didn't have to lie to myself for so long
I didn't have to let myself get so far gone
I didn't have to make the ones I love feel so alone
I didn't have to die to go to heaven - I just had to go home

Into the arms of my angel
Into the peace I left behind
All I had to do to save my own life
Was to look into your eyes"

O sol tem estado radiante dizem eles... Não sei. Não faço ideia. Não o tenho deixado entrar.
Como encaro o sol se não quero ver o céu negro que me persegue?! Não, não vejo o sol, limito-me a imaginar como seria se o mesmo se despisse da escuridão com que se apresenta aos meus olhos.
Poderia, assim como grande parte das pessoas, fazer a ligação entre céu e paraíso. Se assim for a minha incapacidade de acreditar no paraíso relaciona-se com o facto de o meu céu não ser mais aquele que desenhava em pequenina.
Agora que penso nisso uma nostalgia invade-me. Recordo-me de os meus desenhos serem o espelho da simplicidade e inocência de um olhar de uma criança sobre o mundo. Não resisto à descrição dos mesmos.
Céu azul, nuvens brancas e gordinhas, várias andorinhas, uma casa com um telhado vermelho triangular cuja chaminé deitava fundo, umas arvores redondinhas e verdes e por fim o mais importante, uma familia sempre com um sorriso no rosto... Eu, a minha mãe e o meu irmão. Por momentos sorri, ao recordar-me destes momentos que se haviam perdido no esquecimento.
Os anos passam e se tivesse que desenhar o que tenho neste momento, deixaria a folha em branco porque não posso e não quero denegrir as minhas memorias do passado, limpas e puras, com a desilusão do presente.
Escrevo com a perfeita noção que por vezes, muitas vezes, perco-me a divagar e acabo por não ter as respostas que procuro e apenas aumentar a quantidade infindável de perguntas que me perseguem.
No interior desta rapariga fraca que vos escreve, ainda resta alguma, porém pouca, esperança de ver o céu com a vivacidade que o mesmo deve ter e sorrir porque o mesmo está apenas à distância de um olhar...
Aos olhos de quem nos ama e quer ver o céu a nosso lado, revela-se num olhar o que se fecha no coração...

ps. O meu olhar mostrava o que eu não queria aceitar.

1 comentário:

  1. com os olhos se vê e com o coração se sente... se realmente queres olhar e perceber o que realmente te rodeia, deixa que os teus olhos se fechem e vê pelo coração! sente pelo coração! e ouve pelo coração! vais ver que nada é mais belo que o prazer de sentir verdadeiramente a vida se a deixares de perseguir e quiseres que ela te encontre!! sorri, porque nunca vi ninguem na vida feliz sem ter sorrido uma unica vez!!

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