Onde anda o sono? Talvez perdido no meio deste labirinto de pensamentos que me consome e me perturba!
Penso em escolhas que fiz e nas que ainda pretendo fazer. Nas escolhas certas, nas escolhas erradas...
Pretendo não será a palavra correcta uma vez que nunca gostei de tomar decisões. Se eu escolher a peça de roupa branca quem me garante que não será a preta que me irá fazer feliz? Ninguém. Pois ninguém tem o dom de prever o futuro e descortinar o poder de uma escolha.
A incerteza de uma escolha tranforma-se na ansiedade de uma decisão adiada..
Uma amiga hoje disse-me que há uns anos atrás me "viu". Eu já nem me recordava desse momento. Foi um momento de escolhas. Uma conversa reveladora que ficou marcada na sua memória. Tens-me ajudado muito. A pergunta dos 70 anos talvez tenha sido decisiva.
"De um e outro lado do que sou,
da luz e da obscuridade,
do ouro e do pó,
ouço pedirem-me que escolha;
e deixe para trás a inquietação,
a dor,
um peso de não sei que ansiedade.
Mas levo comigo tudo
o que recuso. Sinto
colar-se-me às costas
um resto de noite;
e não sei voltar-me
para a frente, onde
amanhece."
E esta é a verdade...
Na vida escolhemos quem fica e vai... Os sentimentos que ficam e os que se perdem no tempo... Aceitar ou negar... Lutar ou desistir...
Temos a liberdade de escolher e a obrigação de encarar as inevitáveis consequências... E desta forma crecer!
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